Os textos deste Blog foram extraídos dos livros de Horácio Netho: "COMANDO ESTRELINHA, Temas Transcendentais"

"VIA CORAÇÃO, Caminhos da Transformação" - "SUTRAS, Uma Vida Melhor" - "VIA TERRA, Caminhos da Luz"


quarta-feira, 24 de maio de 2017

PRÁTICAS EVOLUTIVAS: RETIRO e CELIBATO





“O retiro é uma prática que está diretamente relacionada com a energia Ying do indivíduo que o desenvolve. É uma atividade pesso­al consciente de diminuir o contato com a experiência externa, a fim de potencializar o contato com a experiência interna. O hemisfério es­querdo cerebral lida com os aspectos da energia já lúcida para o indi­víduo, enquanto que o hemisfério direito cerebral funciona como que um receptor de entrada para energias que ainda se encontram ocultas para o ser. A energia Ying reflete a necessidade da não-ação, de onde deveriam partir todas as nossas ações. Porém, o que percebemos é uma geração contínua de ações e reações condicionadas, pouco conscientes e sustentadas pela energia externa (Yang), sem intervalos apropriados para um recolhimento necessário na polaridade interna. O retiro, en­tão, apresenta-se como uma prática imprescindível para os peregrinos da senda espiritual, já que se torna uma atividade consciente, onde o ser oferece um espaço-tempo de sua vida em direção às ordens ocultas que necessitam vir à tona a fim de serem potencializadas [...] Eminentemente, um retiro é uma prática gerenciada por consci­ências acima do ego, pois aqueles que o buscam são seres que já desper­taram para um sentido interno mais forte, por onde a alma e o espírito se comunicam. Tais seres já pressentem o valor da realidade do mundo além das formas, das palavras e dos conteúdos, via na qual transitam as suas próprias consciências superiores. Buscam o retiro como uma disciplina necessária para iniciar, ajustar ou potencializar este contato superior, também demonstrando o interesse pela ascese espiritual [...] Um retiro verdadeiro deve ter caráter transcendental, ou seja, deve intencionar retirar a consciência do praticante do ponto em que se encontra e, ganha características individuais de acordo com as neces­sidades ocasionais que estejam pré-dispostas para cada ser. Não há um espaço-tempo definido e inflexível para a realização de um retiro. O que deve haver é uma entrega sincera e desapegada para o que pode se desencadear com a experiência. O espaço-tempo que rege a experiência de um retiro pode durar átimos de segundo, como no caso de seres cósmicos despertos, que por um ato de vontade podem recolher suas consciências terrenas e, como um raio, automaticamente conectar-se com suas consciências extraplanetárias, buscando um veio de Luz superior que os posicione harmonicamente para o contexto estabelecido na dimensão em que se encontre na Terra. De outra forma, um retiro pode necessitar de um ciclo do espaço-tempo terreno de três dias, sete dias ou vinte e um dias, de acordo com os chamados internos de seus praticantes. Portanto, tenhamos cla­ro que um retiro não deve seguir regras inflexíveis e, oportunamente, deve ocorrer como uma prática disciplinar diferenciada para cada nível de consciência.”    (Do livro “VIA CORAÇÃO, caminhos da transformação”, págs 240 a 242)







“Será que podemos compreender as realidades espirituais dos Mestres sem assumirmos disciplinas pessoais ou praticarmos as orientações que vem da Hierarquia Celeste? Como podemos encontrar a nossa "Santidade"? O que seria um "Santo"? O "Santo" sob o ponto de vista etimológico é aquele ser que consegue viver a sua vida interna sem se contaminar com as impurezas da vida mundana. Vive uma vida em separado, na sua consciência, e para manter esta disciplina de distanciamento consciente da vida humana comum, ele assume inúmeras disciplinas que são facilitadoras para a manutenção do seu estado de santidade. Quando estamos muito envolvidos com alguma realidade, temos uma dificuldade inerente a este envolvimento que nos dificulta ver a real natureza desta realidade. Assim como precisamos nos afastar de um edifício de dez andares para vê-lo por inteiro, analogamente, o santo assume um distanciamento saudável da vida para também poder vê-la melhor e por inteiro. O que conhecemos como ‘retiro’ é uma das práticas que fundamentam a experiência da santidade. É através de um retiro consciente, pautado com processos de purificações corporais, que uma alma humana começa a se fortalecer em sua natureza mais íntima. Em sua dinâmica interativa, a conturbada e excitada vida comum lida com inúmeros componentes distorcidos e equivocados que dificultam uma compreensão da vida divina em si. Desta forma, uma alma humana que vai amadurecendo em sua evolução se sente espontaneamente atraída pela prática do retiro. Pois é no retiro que ela vai encontrar a condição de se ordenar e se estruturar para prosseguimento de sua vida.”   (Do livro “COMANDO ESTRELINHA, Temas Transcendentais”, pág 98)







“O celibato não é só uma prática puramente sexual, quando de­senvolvida para fins evolutivos. Envolve a consciência do autocontrole e do uso adequado dos corpos de energia. Atualmente, há um excesso de informações que transitam pela mente coletiva humana, fortalecen­do as consciências corporais inferiores sem arremetê-las aos planos su­tis e simbólicos. Jogos de sensualidade gratuita estão sendo desencade­ados no seio desta civilização, atrasando ou estagnando os passos que muitos seres deveriam dar em seus caminhos. Desta forma, o celibato entra como uma prática defensiva quanto aos ataques ignorantes das manifestações grosseiras que intentam retardar a elevação da Luz que libertará esta humanidade.”  (Do livro “VIA CORAÇÃO, caminhos da transformação”, pág 248)






“Uma das ilusões que um buscador espiritual tem que transcender diz respeito à sua autoimagem mental identificada com a sua manifestação terrena polar externa, seja em forma de mulher ou de homem. Enquanto mantivermos como real a nossa natureza formal inferior de "Homem ou Mulher", estaremos confirmando para a nossa própria consciência a nossa dualidade polarizada. Neste nível de consciência, a sexualidade ainda tem um valor relativo de poder sobre a experiência dos nossos corpos externos para a Terra. Porém, os nossos outros corpos sutis e cósmicos ficam inibidos para se tornarem conscientes. Somente quando já nos consideramos realizados e "bastados" com as nossas experiências relacionadas à sexualidade terrena é que podemos, então, oferecer as nossas energias sexuais para uma ascensão de consciência que nos eleva para outras realidades. Quando alcançamos esta maturidade, tendemos a nos sentir atraídos por práticas incomuns sugeridas por Grandes Mestres como Jesus, Gautama, Krishna, Trigueirinho, Sathya Sai Baba, etc... Os Grandes Mestres são aqueles que sabem do valor de práticas como o celibato, trazendo em suas consciências os princípios que sustentam a androginia que o Reino Humano deve manifestar no futuro de sua evolução sobre a Terra. Com a revelação da presença de um novo código genético (GNA) sendo experimentado dentro do Reino Humano, num processo de atualização evolutiva, há seres humanos autorrealizados encarnados na Terra que possuem missões, em caráter de serviço cósmico, de usufruírem das suas sexualidades para gerarem as condições adequadas para os nascimentos de novas crianças (Índigos, Cristais, Douradas, Esmeraldas, etc...). Estas missões específicas são encaminhadas aos seres humanos que já possuem contatos conscientes com a Hierarquia Planetária ou Cósmica. Tais seres optaram voluntariamente, por permanecerem nos planos materiais da órbita da Terra, com o propósito de auxiliar nas conexões que devem se fortalecer entre as dimensões que estão se dispondo ao planeta atualmente. Para isto, os seres humanos mais capacitados são os "autorrealizados", pois já possuem consciências experimentadas e aperfeiçoadas pelo atual código genético DNA, tendo também já transcendidas as suas necessidades sexuais inferiores. Desta forma, são vetores capacitados para o uso adequado de suas próprias energias sexuais, caso se faça necessário usufruí-la como canais para manifestações de energias superiores.”  (Do livro “COMANDO ESTRELINHA, Temas Transcendentais”, pág 58)








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